Durante seu discurso no âmbito do Segmento de Alto Nível da 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, Rodríguez destacou que a ordem executiva emitida em 29 de janeiro pelo presidente dos EUA, Donald Trump, busca impor um bloqueio total ao fornecimento de combustível a Cuba por meio de chantagem e coerção de países terceiros.
Ele descreveu essa medida como uma grave violação do direito internacional e da Carta da ONU, que se soma ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto há mais de seis décadas, bem como à inclusão arbitrária de Cuba na lista de países que supostamente patrocinam o terrorismo.
O Ministro das Relações Exteriores lembrou que o objetivo dessas ações é “provocar fome, desespero e a derrubada do governo”, em consonância com o memorando de Lester Mallory de 1960, e enfatizou que o chamado “Corolário Trump” à Doutrina Monroe confirma as ambições hegemônicas de Washington sobre a América Latina e o Caribe.
Rodríguez denunciou o desrespeito dos Estados Unidos ao multilateralismo, seu desprezo pelas instituições e acordos internacionais e suas tentativas de suplantar as funções dos órgãos da ONU com iniciativas arbitrárias e abertamente hegemônicas.
Ele também rejeitou a noção estadunidense da chamada “paz pela força”, que busca substituir as normas do direito internacional pela prevalência do uso da força.
O Ministro das Relações Exteriores expressou sua gratidão pela Declaração Especial adotada pela GADC em solidariedade a Cuba e em rejeição à escalada agressiva de Washington, e instou o grupo a desempenhar um papel de liderança na defesa dos propósitos e princípios da Carta da ONU.
“Devemos promover o diálogo, a cooperação, o respeito pela igualdade soberana dos Estados e a resolução pacífica de disputas”, afirmou Rodríguez, reiterando o compromisso de Cuba com o multilateralismo e o direito inalienável de todos os povos à autodeterminação.
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