“Hoje começa a luta contra a oligarquia. É inaceitável que não tenhamos acesso a medicamentos, saúde e educação, enquanto o presidente está de férias em outros países”, disse Marcelo Ushiña, representante da Fenoc, em declarações à imprensa nesta segunda-feira.
Segundo ele, o presidente não cumpriu o plano de trabalho apresentado ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para as eleições de 2025.
“As organizações sociais e civis têm a obrigação de proteger o setor vulnerável”, afirmou o líder, que citou exemplos de promessas não cumpridas.
Entre os temas levantados estava o aumento do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para 15%, apesar de ter descartado qualquer aumento de impostos durante sua campanha.
Ele também questionou a falta de medicamentos e equipamentos médicos no setor público, bem como a crise de segurança que assola o país, um dos mais violentos da região, com mais de nove mil homicídios em 2025.
“Quando a democracia enfraquece e a Constituição não é respeitada, os cidadãos têm um direito legítimo: o recall de autoridades eleitas, como um mecanismo constitucional para exigir prestação de contas e recuperar a vontade popular”, afirmou a líder social Elizabet Carranza.
Além do Fenoc, outros grupos sociais e políticos, como o movimento Pachakutik, manifestaram a intenção de apoiar o recall de Noboa.
O recall de autoridades eleitas no Equador é um mecanismo constitucional que permite aos cidadãos destituir autoridades eleitas, como prefeitos, vereadores, deputados estaduais e até mesmo o chefe de Estado, antes do término de seus mandatos.
Para implementar esse processo, o primeiro ano do mandato deve ter transcorrido, o que, no caso de Noboa, será concluído em 24 de maio, já que ele assumiu seu novo mandato nessa data em 2025. Da mesma forma, é necessário um pedido formal ao Conselho Nacional Eleitoral, juntamente com a coleta de assinaturas de apoio dos cidadãos, sua validação e, em seguida, um referendo.
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