Segundo soube hoje a Prensa Latina, diante do agravamento do cerco energético, Astúrias colocará em marcha uma nova linha de cooperação com Cuba voltada para impulsionar projetos de autossuficiência energética e desenvolvimento estratégico na província de Havana.
Por meio da Secretaria de Ordenamento do Território, Urbanismo, Habitação e Direitos dos Cidadãos e da Direção Geral da Agenda 2030 do Principado, o programa, dotado de 20 mil euros, articula-se em torno de duas ações concretas.
A primeira é o financiamento de kits de energia solar destinados prioritariamente a ambientes rurais e periurbanos, e o acompanhamento técnico na implementação da Estratégia de Desenvolvimento Provincial de Havana, em colaboração com a Universidade de Havana.
Trata-se de uma iniciativa que se insere num contexto de agravamento das restrições energéticas que afetam a ilha.
A este respeito, a vice-conselheira de Direitos dos Cidadãos, Beatriz González Prieto (da Izquierda Unida), salientou que o objetivo é “atenuar, na medida das nossas competências, os efeitos de um bloqueio que o povo cubano sofre há 64 anos e que tem sido repetidamente rejeitado no seio das Nações Unidas”.
González Prieto destacou que o recente endurecimento das medidas teve um impacto direto no abastecimento de combustível, com consequências no funcionamento dos transportes, centros educacionais, hospitais e abastecimento de bens básicos.
Por sua vez, o diretor-geral da Agenda 2030, Juan Ponte (também da Izquierda Unida), sublinhou que “estamos perante uma situação com implicações humanitárias evidentes”.
A partir do compromisso com os direitos dos cidadãos e com o direito internacional, consideramos necessário agir, enfatizou.
Ponte acrescentou que “nos opomos ao regime de terror que o governo de Donald Trump dos EUA quer impor na geopolítica internacional”.
“Trump é um fascista que representa um perigo para a paz internacional. Quando se procura eliminar o acesso a bens essenciais para a sobrevivência de todo um povo e se submete deliberadamente uma população ao sofrimento, isso tem um nome no direito internacional: crime contra a humanidade”, argumentou.
A administração do Principado das Astúrias comentou que esta ação constitui uma primeira fase de cooperação institucional que combina ajuda técnica e apoio material, e inscreve-se no seu compromisso com a Agenda 2030.
Da mesma forma, na defesa do direito internacional e na promoção de um desenvolvimento sustentável centrado nas pessoas.
Por último, a vice-conselheira Beatriz González Prieto apelou às câmaras municipais asturianas que mantêm geminações com municípios cubanos para que reforcem os seus programas de cooperação descentralizada.
“Astúrias tem uma longa tradição de solidariedade internacional. Em um contexto de especial dificuldade, é importante reforçar esses laços a partir do âmbito municipal e regional”, destacou.
otf/ft/bm





