Terça-feira, Maio 19, 2026
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Itália registrou em 2025 um déficit em seu comércio agroalimentar

Roma, 19 fev (Prensa Latina) As exportações agroalimentares da Itália atingiram em 2025 o valor recorde de 72 bilhões de euros, embora tenha sido registrado um déficit comercial, já que as importações ultrapassaram os 73 bilhões, segundo um relatório divulgado hoje.

Um relatório elaborado pelo escritório de pesquisas da Confederação Italiana de Agricultores alerta que, após dois anos de saldo positivo, este país europeu volta a ser importador líquido de alimentos.

As exportações agroalimentares aumentaram 4,9% em 2025 em comparação com o ano anterior, precisaram os especialistas dessa organização, uma das maiores do país nesse setor, que também destacaram que o déficit, devido ao aumento nas compras no exterior, foi de cerca de 769 milhões de euros.

Esses resultados reabrem na Itália o desafio da soberania alimentar nacional, aponta o documento publicado no site oficial dessa confederação, que conta com cerca de 900 mil membros e representa os interesses dos agricultores, produtores diretos e empresários agrícolas.

A Alemanha continua sendo o principal destino dessas exportações, que totalizaram 11,2 bilhões de euros em 2025, com um aumento anual de 6,0%, enquanto as vendas para a França, com 7,9 bilhões, superaram as realizadas para os Estados Unidos, que caíram 5,0 pontos percentuais, com 7,5 bilhões de euros.

As exportações agroalimentares para o Japão também registraram uma queda de 12,0%, e essa dupla queda em dois mercados-chave impactou a balança comercial italiana, mesmo com as importações de alimentos tendo aumentado 10,5 pontos percentuais em comparação com 2024.

Cristiano Fini, presidente nacional da entidade, considerou a esse respeito que “o aumento das exportações demonstra a força dos produtos italianos em todo o mundo, mas o retorno ao déficit comercial destaca uma fraqueza estrutural”.

Diante desse problema, na Itália “são necessárias políticas para fortalecer a produção nacional e proteger as empresas das crises globais”, que devem se concentrar em “investimento, inovação e promoção, proteção da renda agrícola e, acima de tudo, em uma verdadeira reciprocidade no comércio internacional”, acrescentou Fini.

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