Terça-feira, Maio 19, 2026
NOTÍCIA

Cortar combustível de um país é tentar matar seu povo

Montevidéu, 2 fev (Prensa Latina) Cortar o fornecimento de combustível a um país é tentar matar seu povo, opinou o presidente da Comissão de Assuntos e Relações Internacionais da Frente Ampla (Carifa) do Uruguai, Fernando Gambera.

Foi a reação do líder do Frente Ampla ao decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê sanções tarifárias aos países que vendem petróleo à ilha.

Gambera conversou com a Prensa Latina e considerou que ações como essa são um ataque aos direitos humanos e condenam todo um povo, em particular os mais vulneráveis, a sofrer penalidades.

Essa política tem a mais forte rejeição de toda a militância da Frente Ampla e daqueles que, no Uruguai, reconhecem os valores de solidariedade dos cubanos, afirmou.

Ele agradeceu que milhares de seus compatriotas, em sua maioria idosos, tenham recuperado a visão com a ajuda de uma brigada oftalmológica cubana que presta serviços há 18 anos no Hospital de Ojos “José Martí”, referência nacional.

“Lutaremos ao lado de Cuba, acompanhando-os de forma concreta na resistência contra o bloqueio desumano”, afirmou.

O presidente da Carifa anunciou que uma delegação da Frente Ampla viajará a Havana para expressar sua solidariedade em momentos de perigo e ameaças ao país caribenho.

O governo de Donald Trump é desumano e deve ser condenado mundialmente. “Do Uruguai, apoiaremos o povo de Cuba”, concluiu.

Gambera participou no último sábado aqui de um ato em homenagem a José Martí no 173º aniversário de seu nascimento, ocasião em que representou a Frente Ampla, junto com deputados, autoridades do governo, membros da solidariedade com Cuba e integrantes da brigada médica cubana, entre outros participantes.

ro/ool/bm

RELACIONADAS

Edicão Portuguesa