Em um comunicado, a plataforma — que também se define como anticapitalista — aludiu à ordem executiva emitida na última quinta-feira pelo presidente Donald Trump para impedir o fornecimento de petróleo à ilha por meio de sanções a países terceiros.
O decreto do magnata republicano constitui um ato de guerra econômica, baseado em coerção, chantagem e punição coletiva, denunciou o grupo afim ao Partido Libertad y Refundación (Libre), de esquerda, da ex-presidente hondurenha Xiomara Castro (2022-2026).
A ordem de Trump estabelece que a nação antilhana representa “uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa” da Casa Branca.
Para Luchemos, no entanto, a medida não responde a nenhuma “emergência nacional”, mas é a reiteração de uma política imperial sustentada por mais de seis décadas, em referência ao prolongado bloqueio econômico, financeiro e comercial imposto por Washington a Havana.
A intenção desse cerco tem sido sufocar um povo que decidiu construir um projeto socialista independente, fora do controle do capital transnacional e da hegemonia dos Estados Unidos, afirmou o comunicado, ao qual a Prensa Latina teve acesso.
O bloqueio contra Cuba é uma violação sistemática do Direito Internacional e uma expressão aberta do desprezo do imperialismo pela autodeterminação dos povos, sublinhou.
“Desde Honduras, e a partir de nossa própria experiência histórica de golpes de Estado, interferência externa e tutela política, não podemos ficar em silêncio”, enfatizou a organização feminista Libre.
Advertiu que este ataque contra a nação caribenha não é um fato isolado, mas parte de uma ofensiva regional destinada a disciplinar os povos que resistem.
Além disso, acrescentou, busca “desmantelar projetos revolucionários e restaurar uma ordem colonial que favorece a acumulação de capital à custa da miséria, da expropriação e da violência contra nossos territórios e corpos”.
Como Luchemos, reivindicamos a defesa ativa da Revolução cubana, de sua soberania e de seu direito de decidir seu próprio caminho sem interferências ou chantagens, afirmou.
“Nossa história não é de submissão: é de resistência organizada, de luta coletiva e de solidariedade entre os povos da Nossa América. Defender Cuba é defender o direito dos povos de existirem sem dominação”, declarou a organização progressista de mulheres hondurenhas.
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