No entanto, o processo judicial no chamado “Caso AGT” foi envolvido em polêmica nesta terça-feira, pois os advogados de defesa retiraram-se da sala em protesto contra o que consideram graves violações do devido processo legal. Conhecido por essa sigla, que significa Administração Geral Tributária ( ), a entidade que esteve no centro de um esquema fraudulento de reembolso do imposto sobre o valor agregado (IVA), o Ministério Público acusa os participantes de acesso ilegítimo a um sistema de informação, fraude informática, associação para cometer crimes e peculato.
As investigações revelaram uma rede formada por funcionários que desempenhavam diversas funções e que, aproveitando-se de suas posições, realizavam operações fraudulentas para sonegar impostos, falsificar documentos e lavar dinheiro.
De acordo com o processo, as empresas que participaram desse esquema criaram redes fictícias de faturamento e manipularam declarações fiscais; elas se beneficiaram de alterações no Sistema Integrado de Gestão Tributária, com o que reduziram seus impostos.
Também estiveram envolvidas na emissão irregular de comprovantes de pagamento e em devoluções indevidas do Imposto sobre o Valor Agregado, entre outras práticas.
Apesar da gravidade dos crimes, os advogados de defesa consideram que o sistema judicial está violando os direitos dos acusados e exigiram que o tribunal disponibilizasse o processo a todos os profissionais do direito, não apenas ao Ministério Público.
Nesta terça-feira, eles afirmaram que o julgamento não pode prosseguir, pois várias questões relativas à administração da justiça ainda não foram resolvidas, e declararam que o processo deveria ser disponibilizado à Ordem dos Advogados de Angola, para consulta por parte de todos os advogados de defesa.
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