Segundo o jornal, o gigante sul-americano ainda não decidiu se participará do grupo, e o governo busca conversar com outros países convidados a fazer parte da iniciativa antes de tomar uma posição a respeito.
Para esse fim, Lula conversou ontem também com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que aceitou se juntar ao Conselho.
A Índia está entre os países convocados para o novo órgão, embora até o momento o governo de Modi também não tenha anunciado publicamente sua decisão.
Inicialmente previsto como um componente do plano de paz de Trump para a Faixa de Gaza, o Conselho ampliou posteriormente seu alcance e começa a ser percebido internacionalmente como uma ferramenta concorrente da Organização das Nações Unidas (ONU) e subordinada aos interesses dos Estados Unidos.
Na opinião do jornal Folha de São Paulo, isso gerou desconfiança em vários países, incluindo França, Canadá, Reino Unido e Brasil, onde o governo avalia que o novo órgão poderia enfraquecer o papel da ONU como principal instância de negociação internacional.
O Brasil e a Índia mantêm uma relação estreita como membros do grupo BRICS e mantêm um diálogo frequente em fóruns multilaterais.
Em fevereiro próximo, Lula viajará ao país asiático para participar de um seminário sobre inteligência artificial e realizar uma visita de Estado, depois que, nos últimos meses, seu governo intensificou as negociações para fortalecer os laços econômicos e abrir o mercado indiano aos produtos brasileiros.
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