Terça-feira, Maio 19, 2026
NOTÍCIA

Aposta de Trump contra os cartéis de drogas e a menção ao México

Washington, 9 jan (Prensa Latina) O presidente Donald Trump está elevando a aposta hoje, quase uma semana após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e o sequestro de seu homólogo Nicolás Maduro. Ele quer atacar os cartéis no terreno e mencionou o México.

Embora não tenha sido preciso em suas palavras durante uma entrevista à Fox News, Trump afirmou que “vamos começar a atacar os cartéis em terra agora”.

“Os cartéis controlam o México”, enfatizou o presidente republicano na gravação divulgada ontem à noite, acrescentando que “é muito triste ver e perceber o que aconteceu naquele país”.

Mas os cartéis estão no comando, ressaltou ele, “e estão matando 250 mil ou 300 mil pessoas em nosso país todos os anos”.

Esta não é a primeira vez que Trump ameaça atacar narcotraficantes por terra, especialmente quando o alvo era o presidente venezuelano, a quem ameaçou durante meses com uma incursão militar em terra, precedida por uma ampla campanha de afundamento de embarcações supostamente destinadas ao transporte de drogas no Caribe e no Pacífico.

Trump justificaria quaisquer potenciais ataques terrestres alegando que os Estados Unidos destruíram 97% das drogas que chegam ao país por via marítima, e é por isso que agora avançariam por terra.

Desde o início de seu segundo mandato, em 20 de janeiro de 2025, Trump afirmou que adotará uma linha dura contra o fentanil e continua a visar o México, apesar da cooperação bilateral no combate a esse flagelo.

O presidente republicano chegou a oferecer o envio de militares estadunidenses para território mexicano, proposta que a presidente Claudia Sheinbaum rejeitou categoricamente.

Nesta sexta-feira, a presidente mexicana, em resposta às últimas declarações de Trump, indicou que buscará “fortalecer a comunicação” com seu homólogo norte americano.

Trump designou seis cartéis mexicanos como organizações terroristas estrangeiras em fevereiro de 2025 e, após o ataque à Venezuela no último sábado, opinou que “algo terá que ser feito” em relação ao país vizinho.

ro/dfm/ls

RELACIONADAS

Edicão Portuguesa