Há algumas semanas, o presidente solicitou licença da Assembleia Nacional (Parlamento) para tratar de “assuntos pessoais”, em meio a críticas por suas inúmeras viagens ao exterior, apesar dos problemas internos relacionados à segurança, saúde pública e outras questões.
Noboa retomará suas atividades oficiais em 19 jan para participar do Fórum de Davos, realizado anualmente na Suíça.
Ele permanecerá lá até quinta-feira, 22 jan, e nesse mesmo dia viajará para a Bélgica, onde, segundo informações oficiais, planeja se reunir com autoridades da União Europeia (UE) para discutir questões relacionadas a investimentos, segurança e o visto Schengen para equatorianos.
Em resposta a perguntas sobre as inúmeras viagens do presidente ao exterior, a Ministra do Interior, Nataly Morillo, declarou à imprensa que o presidente “tem seus ministros” e que sua presença no Equador é desnecessária “para dar seguimento a tudo”.
A ministra afirmou que há questões que o presidente deve tratar “em particular”, mas justificou as demais viagens de Noboa argumentando que elas visam atrair investimentos estrangeiros e forjar alianças com outros países.
“Não sentiremos a ausência do presidente, pois é para isso que servem os ministros, e estaremos no país a partir de 1º jan”, afirmou Morillo.
Sem contar essas viagens de 2026, Noboa acumula 29 viagens internacionais, entre oficiais e pessoais, desde que assumiu o cargo há dois anos.
Embora o Poder Executivo argumente que as viagens do presidente são necessárias para garantir investimentos e alianças em outros países, cidadãos e políticos da oposição criticam as numerosas viagens, alegando negligência em relação a questões internas.
Em novembro passado, após uma visita privada aos Estados Unidos, a legisladora Viviana Veloz, do movimento de oposição Revolução Cidadã, questionou em sua conta nas redes sociais as viagens presidenciais, chamando-as de “um desperdício de dinheiro público sem resultados”.
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