Terça-feira, Maio 19, 2026
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Cuba reitera vontade de fortalecer laços com grupo euroasiático

Havana, 12 dez (Prensa Latina) O primeiro-ministro de Cuba, Manuel Marrero, ratificou a disposição da nação caribenha de continuar fortalecendo os laços desenvolvidos com a União Econômica Eurasiática (UEEA), seus Estados-membros e Observadores, conforme divulgado hoje. Durante uma videoconferência perante o Conselho Intergovernamental Eurasiático, realizada em Moscou, Marrero também agradeceu aos governos da UEEA por apoiarem a recente resolução que exige o fim do bloqueio econômico do governo dos Estados Unidos contra a ilha.

Seu discurso foi publicado no jornal Granma e é comentado nesta sexta-feira por outras publicações locais, que destacam a referência à oposição da União à inclusão de Cuba na lista de Estados patrocinadores do terrorismo, elaborada por Washington.

Marrero afirmou que Cuba mantém sua estratégia de desenvolvimento, com base nos princípios de equidade, justiça social e sustentabilidade ambiental, apesar da hostilidade do governo dos Estados Unidos liderado por Donald Trump.

Ele destacou que o país está trabalhando para dinamizar a economia, “com ênfase nas ações destinadas a aumentar os negócios e os investimentos estrangeiros em setores-chave, para o que anunciamos recentemente um Plano de Medidas que incentiva os investidores”. Da mesma forma, mencionou “linhas específicas para o desenvolvimento de uma cooperação intensificada no âmbito da União”, que foram “identificadas” durante o encontro da Comissão Econômica Eurasiática e do Governo de Cuba na recente Feira Internacional de Havana.

A esse respeito, destacou a implementação prática do Hub logístico em Cuba como ponte para a América Latina e o Caribe; a esfera do Turismo de Saúde; a segurança Alimentar e Energética, e a cooperação empresarial.

Em seu discurso, o primeiro-ministro afirmou que a “história de amizade e cooperação com as nações eurasianas é a base mais sólida para construir essa parceria estratégica e implementar a integração como ferramenta para o desenvolvimento de nossos países”.

“Como Estado Observador, estamos convencidos de que existe um grande potencial para desenvolver ações concretas a nível da União, alinhadas com os respectivos objetivos nacionais de desenvolvimento e em benefício dos nossos povos”, comentou o chefe do Governo.

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