Terça-feira, Maio 19, 2026
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FAO reconhece avanços da Etiópia rumo ao financiamento de carbono

Adis Abeba, 11 nov (Prensa Latina) A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) reconheceu os avanços da Etiópia no acesso ao financiamento internacional de carbono, destacou hoje a Fana Media Corporation.

A coordenadora sub-regional da FAO para a África Oriental, Farayi Zimudzi, declarou durante a XIX reunião da Equipe Multidisciplinar do organismo especializado que os programas de restauração florestal em grande escala em Adis Abeba estão começando a cumprir os padrões globais de monitoramento e verificação.

Zimudzi explicou que eles colaboram estreitamente com o Ministério do Desenvolvimento Florestal local para fortalecer os sistemas de monitoramento, relatório e verificação, um requisito indispensável para os países que buscam monetizar seus investimentos em conservação florestal e reflorestamento.

“Estamos apoiando a Etiópia para que ela possa ter acesso ao financiamento de carbono. Uma vez concretizado, o financiamento será utilizado pelas comunidades e pelos diferentes atores do setor”, revelou.

Ele ressaltou que os benefícios potenciais vão além da renda, destacando que mulheres, crianças e jovens — que estão entre os mais vulneráveis às mudanças climáticas — desfrutarão diretamente de um melhor acesso aos recursos.

Ao se referir aos frutos dos investimentos florestais nacionais, ele mencionou a melhoria da cobertura florestal, ao mesmo tempo em que se consolidam os esforços de conservação e redução da degradação, o que permite ao país africano se beneficiar tanto economicamente quanto ambientalmente.

“É encorajador ver que os investimentos estão a dar frutos no crescimento e na gestão dos recursos florestais do país. Em última análise, isso significa que a Etiópia beneficia não só do financiamento do carbono, mas também das vantagens ambientais das florestas geridas adequadamente”, afirmou.

Ele acrescentou que a África Oriental compreende claramente o que é necessário para construir sistemas agrícolas e ambientais resilientes ao clima, mas alertou que o progresso depende da implementação.

“Precisamos de vontade política e mobilização comunitária. Agora precisamos de mais ação e menos palavras”, concluiu.

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