Este verão superou, em número de estações com 40 graus ou mais, o verão mortal de 2003 (15 mil mortos), quando houve 292 pontos com essa temperatura, e também o de 2019, com 394, informou o canal de televisão France 24.
Além disso, 80 estações francesas registraram essa temperatura elevada pela primeira vez desde sua instalação, há 25 anos, enquanto as de Estrasburgo, Entzheim e do Jardim Botânico, em operação desde a década de 1920, atingiram os 40 graus pela primeira vez.
A vila de Neuvy-Saint-Sépulchre, no departamento de Indre, com 1.600 habitantes, nunca havia registrado 40 graus desde o início das operações de sua estação meteorológica em 1909, informou a France 24.
Também há recordes como os 18 dias consecutivos acima de 40 graus, dois deles com 45 graus, vividos pelos 500 habitantes da vila de Pruniers, que até então haviam enfrentado apenas sete dias com temperaturas semelhantes desde 1942.
Na véspera, a Saúde Pública da França informou que, em julho passado, houve 1.243 óbitos acima da média mensal esperada, somados aos 5.764 de junho passado, quando foram registradas pelo menos duas ondas de calor.
Embora essa entidade não relacione diretamente as mortes à onda de calor, ela esclarece que a maioria das vítimas tinha mais de 65 anos e muitas delas foram encontradas sozinhas, sem vida, em suas casas.
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