O tema se torna “assunto comum de conversa, gera interesse e revela que o país está em período eleitoral”, acrescenta um artigo do comentarista do jornal Le Nouvelliste, Frantz Duval.
A população — ressalta o especialista — já faz os primeiros comentários sobre os candidatos, embora estes ainda não tenham oficializado suas candidaturas, enquanto o Conselho Eleitoral Provisório (CEP) aprovou 17 coalizões e 88 partidos para as eleições de fim de ano.
O analista avaliou positivamente o processo de consolidação liderado pelo órgão eleitoral para reduzir para 105 o número total de grupos políticos elegíveis para a votação, a partir de um número inicial de 316 validados pelo CEP.
Duval lembrou que cerca de 260 mil eleitores já solicitaram seu direito ao voto, enquanto o cadastro continua aberto para quem desejar participar das eleições.
Por outro lado — segundo o analista —, enquanto o CEP avança, a comunidade internacional se envolve, supervisiona a situação e promete apoio.
“A interferência estrangeira e a manipulação haitiana — lembra Duval — deixaram os eleitores com lembranças muito ruins desde as eleições de 2010”.
De acordo com o comentarista, “entre as tentativas flagrantes de impor candidatos e as ‘correções’ nos resultados, o país sofreu irregularidades eleitorais que minaram profundamente a confiança nas urnas”.
Por outro lado, “a questão da segurança persiste — afirma o jornalista — e ninguém pode prometer, muito menos garantir, que a paz e a tranquilidade necessárias estarão presentes durante os dias de votação”.
O especialista mostrou-se otimista sobre o assunto, no entanto, e pediu que “se continue avançando rumo às eleições, abordando as deficiências à medida que surgirem e reforçando gradualmente as medidas de segurança”.
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