A operação, sob forte escolta policial, ocorreu desde a praia do Trampolín até dois dos quatro abrigos de acolhimento: o de Loma Margarita e o de Embolsamiento, em Loma Colmenar.
Os agentes da ordem, acompanhados por funcionários da Imigração e da Cruz Vermelha, escoltaram as pessoas divididas em dois grupos: um de origem subsaariana e outro de magrebinos.
A transferência ocorreu de forma pacífica e oferece a possibilidade de um tratamento melhor aos migrantes, até que seu futuro seja decidido por meio de sua classificação e coleta de dados pessoais.
Paralelamente, o secretário de Estado da Juventude e da Infância, Rubén Pérez Correa, classificou como “ilegalidade manifesta” as deportações em massa de menores propostas em uma coletiva de imprensa conjunta pelo presidente da cidade autônoma, Juan Jesús Vivas, e pelo líder do Partido Popular (PP), Alberto Núñez Feijóo.
Pérez Correa disse à emissora de rádio SER que se sente surpreso com as declarações dos membros do PP (Vivas também o é), pois Feijóo “conhece perfeitamente como funcionam os sistemas de proteção”.
Nesse sentido, ele destacou que o Ministério da Juventude e da Infância respeita que a prioridade de Ceuta seja “o retorno dos menores ao Marrocos”, mas “não concorda” com a deportação em massa, após ressaltar que essa medida é ilegal.
A situação em Ceuta continua sendo de constante conflito político entre o Executivo nacional, as autoridades de Ceuta (e também de Melilha, a cidade vizinha) e os conservadores do PP e a extrema direita do Vox.
Juan Jesús Vivas não parou de criticar o Executivo dia após dia, após receber sucessivamente o chefe do Governo, Pedro Sánchez, e vários de seus ministros.
A porta-voz do Governo e ministra da Inclusão, Previdência Social e Migrações, Elma Saiz, ressaltou que o governo central está em “contato permanente” com Vivas e que ambos apostam na colaboração.
No entanto, a Comissão Europeia, braço executivo da UE, destacou que todas as pessoas que invadiram Ceuta ilegalmente devem ser repatriadas para o Marrocos, incluindo os menores estrangeiros desacompanhados.
“Continuamos insistindo que a expectativa é que todos aqueles que permanecem ilegalmente em Ceuta sejam repatriados”, afirmou o porta-voz da Comissão para Assuntos Internos, Markus Lammert.
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