As CMC, consideradas responsáveis pelas recidivas e pela resistência à terapia, originam-se de células-tronco normais alteradas por mutações e carcinógenos e podem permanecer em estado latente por longos períodos, o que as torna inacessíveis aos tratamentos convencionais, destacou a reportagem.
Além disso, essas células podem migrar pelo organismo e gerar metástases ao dar origem a novos focos tumorais.
Os cientistas identificaram que, em cada tumor, existe uma hierarquia de vários tipos de CMC, cada uma com funções específicas. Os marcadores ALDH1, CD34 e CD133 indicam, respectivamente, resistência à terapia, capacidade de formar novos vasos sanguíneos e risco de progressão tumoral e metástase.
A equipe de especialistas desenvolveu uma tecnologia de fotossensibilidade exclusiva baseada em ftalocianinas policatiônicas, compostos com carga positiva que se ligam firmemente às membranas das células cancerosas, que possuem carga negativa. Essa abordagem permite que as células tumorais absorvam mais luz durante o tratamento.
A terapia fotodinâmica mostrou-se eficaz ao reduzir a densidade de todas as células tumorais em duas ou três vezes e diminuir a quantidade de CMC em 30 a 40 por cento. Também houve redução da atividade e da capacidade de divisão celular, enquanto aumentou a apoptose, o processo de morte celular programada.
Esse método, que consiste em administrar ao paciente um fotossensibilizador e, em seguida, irradiar o tumor com luz laser, já apresentou bons resultados em cânceres de pele, mucosa oral e bexiga. Os pesquisadores buscam agora aperfeiçoá-lo para atacar seletivamente as células-tronco cancerosas, o que poderia reduzir significativamente o risco de recidivas.
O estudo, financiado pela Fundação Russa de Ciência como parte de um projeto conjunto russo-chinês, continuará com novas fases de pesquisa que avaliarão não apenas a redução do tumor, mas também o impacto na sobrevida a longo prazo, segundo indicaram os especialistas.
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