A agenda, prevista para o Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA), em Iperó, terá início às 10h, horário local, informou a Presidência.
Durante a visita, Lula observará o processo de montagem do reator destinado ao futuro submarino brasileiro de propulsão nuclear, projeto considerado estratégico para ampliar as capacidades tecnológicas e defensivas do gigante sul-americano.
A imprensa divulgou que o programa nuclear da Marinha busca desenvolver capacidades próprias em áreas sensíveis, entre elas o domínio do ciclo do combustível nuclear e a propulsão naval.
Comentaram também que o CINA constitui uma das principais instalações ligadas a esse esforço.
Essa visita ocorrerá apenas três dias após o lançamento oficial da campanha do chefe de Estado para as eleições presidenciais de outubro próximo. Lula deu início à corrida para se manter no poder na histórica Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, onde construiu boa parte de sua trajetória sindical e política, e colocou a defesa da democracia e da soberania entre os eixos centrais de seu discurso.
Ao se deslocar para uma instalação estratégica da Marinha, segundo meios de comunicação como o portal Brasil 47, o presidente incorpora a defesa nacional e a autonomia tecnológica a essa narrativa.
Segundo o site, Lula vem insistindo que o fortalecimento da indústria brasileira de defesa deve ser entendido como uma questão militar e uma estratégia de desenvolvimento nacional.
Dessa perspectiva, o impulso a esse setor pode contribuir para o domínio tecnológico, a formação de trabalhadores altamente especializados, a geração de empregos e a redução da dependência externa em setores considerados estratégicos.
O presidente afirmou recentemente que seu governo está decidido a apostar na indústria nacional de defesa e defendeu o uso do poder de compra do Estado para fortalecê-la, além de apontar os minerais críticos como uma questão ligada à soberania.
Além disso, a agenda do Aramar ocorre em um contexto internacional marcado por crescentes disputas comerciais, tecnológicas e geopolíticas, nas quais o Brasil busca ampliar sua autonomia e diversificar parcerias. Esse submarino de propulsão nuclear constitui um dos projetos de maior complexidade tecnológica do país e está associado ao objetivo brasileiro de dominar tecnologias estratégicas sem depender exclusivamente de fornecedores estrangeiros.
A visita presidencial contará com a presença do ministro da Defesa, José Mucio Monteiro; do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Marco Antonio Amaro; e do comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen.
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