Por Carmen Esquivel
Publicado pela Helena Ediciones, da cidade de Talca, o livro de 210 páginas abrange desde a infância e juventude do líder cubano até o ataque ao Moncada, a luta na Sierra Maestra e as transformações sociais empreendidas após a vitória de 1º de janeiro de 1959.
“Fidel Castro é uma figura tão grandiosa que dá para escrever 100 livros sobre ele. É uma fonte inesgotável de inspiração para mim”, declarou à Prensa Latina Hugo Pizarro, um dos autores.
Ele explicou que, na obra, mais de 50 personalidades de todo o mundo dão suas opiniões sobre ele, entre elas o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer e o religioso Frei Betto.
O poeta, ensaísta e ex-presidente da Sociedade de Escritores do Chile (SECH), David Hevia, disse à agência que levou dois anos e meio para escrever esta obra.
“Eu tinha o interesse de contribuir para a construção coletiva com uma obra que registrasse os fatos e os números consolidados do processo revolucionário de Cuba e de seu líder e fundador natural: Fidel Castro”, disse ele.
A ideia, explicou ele, é deixar registrado as conquistas gigantescas que o processo revolucionário alcançou — em matéria de distribuição de terras, alfabetização, educação, saúde e cooperação com os povos do planeta —, apesar do bloqueio genocida dos Estados Unidos.
O escritor teve a satisfação de ter conhecido pessoalmente Fidel em 1996, durante uma viagem ao lado da líder comunista Gladys Marín, quando visitaram escolas no interior.
“Foi maravilhoso. Lembro-me de que havia dois cientistas franceses convidados e ficamos conversando até as três da madrugada sobre física quântica. É importante destacar isso. Fidel não era apenas um homem culto, mas se esforçava para se manter a par de todos os avanços. Sem isso, uma revolução é impensável”, afirmou.
Hevia destacou o sucesso do livro “Fidel. Uma Revolução cheia de futuro”, cuja primeira edição já se esgotou após o lançamento e que em breve será apresentado nas principais cidades do Chile e também em Havana, havendo interesse em levá-lo ao Brasil.
A apresentação, realizada ontem à noite na sede da SECH, contou com a presença do presidente do Partido Comunista do Chile, Lautaro Carmona; da conselheira da Embaixada de Cuba no Chile, Vivian Delgado; da primeira secretária, Rosario Rodríguez; de escritores, artistas e membros do Movimento de Solidariedade com Cuba.
A presidente da SECH, Isabel Gómez, destacou a importância de lançar esta obra em uma sala lotada, no momento em que a Casa do Escritor completa 95 anos.
Ela lembrou o poeta chileno Gonzalo Rojas, que disse: “Fidel colocou Cuba na história, e as estrelas sabem disso”.
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