“Devemos encontrar um mecanismo legal, seguro e realista que permita à Ucrânia restaurar um processo democrático pleno, mesmo em condições de guerra prolongada”, afirmou Fiódorov em um vídeo publicado nesta quarta-feira em seu canal no YouTube.
O ex-ministro admitiu a dificuldade de tal iniciativa, destacando a necessidade de garantir o direito ao voto dos militares, dos cidadãos no exterior e nas regiões do front, bem como a segurança do processo eleitoral, a independência das instituições e a confiança nos resultados.
Ele ressaltou que existe uma crise sistêmica de governo na Ucrânia. Acrescentou que o antigo sistema funciona segundo suas próprias regras, que se protege a si mesmo e teme as mudanças.
O ex-ministro foi destituído de seu cargo depois que o presidente, Vladimir Zelenski, anunciou uma nova reorganização governamental. Embora a Rada Suprema (Parlamento ucraniano) tenha aprovado, em 16 de julho, a nomeação de 16 novos ministros, os cargos de Defesa e Relações Exteriores continuam sem ser preenchidos.
Zelenski encarregou o chefe interino do Serviço de Segurança da Ucrânia, Evgueni Jmara, de exercer interinamente as funções de ministro da Defesa.
A saída de Fiódorov provocou protestos em Kiev e em outras cidades ucranianas em apoio ao ex-ministro, bem como manifestações contra o comandante-chefe das Forças Armadas, Alexandr Sirski.
O mandato de Zelenski expirou em 20 de maio de 2024, mas as eleições presidenciais foram suspensas devido à lei marcial e à mobilização geral. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou Zelenski como um “ditador sem eleições” em dezembro de 2025 e destacou que sua popularidade havia caído para 4%.
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