Sábado, Agosto 29, 2026
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Na Venezuela, afirmam que Fidel foi o campeão da solidariedade

Caracas, 13 ago (Prensa Latina) Avaliar a magnitude de Fidel Castro no século XX e nos séculos que estão por vir é uma tarefa muito difícil, pois ele foi um defensor dos povos oprimidos, afirmou hoje o deputado venezuelano Jorge Arreaza.

Em conversa com a Prensa Latina, por ocasião da entrega de uma coroa de flores ao líder histórico da Revolução cubana pelo centenário de seu nascimento no Panteão Nacional, o parlamentar expressou que teve a oportunidade de estar presente em alguns encontros dos dois comandantes.

“Eu diria que, de certa forma, eles foram construindo a unidade e, ‘em alguns momentos, pareciam um único ser que falava, respondia e construía sínteses em conjunto’”, relembrou o político, que foi protagonista excepcional das conversas entre os chamados gigantes.

Fidel e Chávez alcançaram uma sintonia, harmonia e coordenação de espírito, de mente e de ideias únicas, e acredito que foi o “fruto dessa unidade que vivemos durante seus anos de vida”, afirmou.

O membro do Partido Socialista Unificado da Venezuela comentou que o comandante Hugo Chávez “nos deixou e Fidel Castro sentiu uma grande ausência, mas continuou cultivando sua amizade e seu amor por Chávez”.

Ambos estão ausentes hoje, mas continuam presentes porque os vemos “nas crianças, que são o mais importante”, destacou.

Ele considerou que o que eles fizeram foi semear para o futuro e cabe a nós cultivar essa colheita “para que os frutos das novas gerações estejam imbuídos de Fidel, de Chávez, de solidariedade e liberdade”, enfatizou.

Arreaza afirmou que cabe a nós honrar esses dois líderes históricos, “mas, acima de tudo, agir como eles e seguir seu exemplo na realidade e em ações concretas”.

Ao se referir a Fidel Castro, o ex-ministro das Relações Exteriores bolivariano destacou que ele dedicou todo o seu tempo a buscar tornar os povos mais felizes por meio da libertação e da liberdade.

Ele explicou que, com “sua sabedoria e seu conhecimento”, Fidel buscou caminhos para superar o sistema capitalista e oferecer ao mundo uma alternativa sólida para trilhar outros caminhos que não nos levem à destruição do planeta.

Ele ponderou que o líder revolucionário cubano foi o “campeão da solidariedade, pois não sabia fazer outra coisa senão ser solidário”, e que o comandante Hugo Chávez, que dizia que Fidel era como seu pai ou seu irmão, aprendeu muito com ele e “nós, na Venezuela, a Revolução Bolivariana e o povo venezuelano, devemos muita gratidão a Fidel e a Cuba”.

O político venezuelano refletiu que os povos do mundo, desde a nossa América até a Ásia, passando pela África e inclusive pelo Norte, “devem muito a Fidel Castro, pois ele nos ensinou que é possível ser humano, mesmo no auge do capitalismo”.

car/jcd/bm

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