Ao entregar o envio ao embaixador Orestes Pérez na sede diplomática desta capital — composto principalmente por material escolar e alimentos —, o Dr. Manuel Pardo, coordenador desse coletivo, afirmou que não há momento melhor para esse gesto, pois ele celebra os 100 anos do nascimento do líder da Revolução vitoriosa de 1959, Fidel Castro.
“Fidel é um exemplo de luta, de perseverança e de dignidade para os povos da América e do mundo; por isso, depois de percorrer mais de 500 quilômetros, estamos aqui para expressar a profunda convicção de que a solidariedade com Cuba é agora mais importante do que nunca”, destacou.
Prestar homenagem a Fidel, segundo explicou, é prestar homenagem a um exemplo indiscutível, a um povo que resiste, mas também à soberania, à independência e às lutas por um mundo melhor possível.
Os integrantes do movimento de solidariedade com a ilha, na província ocidental do Panamá, participarão à tarde do evento central de homenagem ao centenário de Fidel Castro, que será realizado no Paraninfo da Universidade do Panamá — o mesmo local de onde, em novembro de 2000, ele denunciou a tentativa de assassinato organizada pelo terrorista de origem cubana Luis Posada Carriles durante a celebração da X Cúpula Ibero-americana.
Espera-se uma participação maciça na noite político-cultural de grupos de solidariedade com Havana, organizações estudantis e sindicais, grupos sociais, professores, acadêmicos, partidos políticos, residentes cubanos no Panamá, intelectuais, artistas e amigos da Revolução cubana.
Entre as atividades realizadas anteriormente, destacou-se aqui a apresentação, a cargo do jornalista cubano Wilmer Rodríguez Fernández, de seu livro *Eu Conheci Fidel*, bem como uma palestra dedicada à figura do guerrilheiro e à sua marca como político.
Enquanto isso, em Cuba, ativistas do Istmo participantes do I Colóquio Internacional “Fidel: legado e futuro” destacaram, em uma declaração, o papel desempenhado pelo estadista na recuperação do Canal do Panamá.
Em um comunicado divulgado ontem, membros da Coordenadora Nacional de Solidariedade presentes no fórum destacaram a história comum de dois povos que, segundo afirmaram, se reconhecem “no espelho da liberdade”.
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