Grupos como a Frente Nacional pela Defesa dos Direitos Econômicos e Sociais (Frenadeso) denunciaram em seus comunicados que, no ano passado, o alto funcionário assinou aqui um memorando de segurança que atenta contra a soberania nacional, pois favorece a instalação de bases militares e a crescente presença de tropas no istmo.
Desde então, em meio à controvérsia desencadeada pelo presidente Donald Trump sobre a administração do Canal do Panamá, sob suposta influência da China — o que é negado pelas autoridades de ambos os países —, foram realizados vários exercícios multinacionais, como o atual Panamax 2026.
De acordo com a agenda, nesta ocasião Hegseth se reunirá com o presidente da República, José Raúl Mulino; participará do fórum da Coalizão das Américas contra os Cartéis (A3C) e observará os exercícios conjuntos.
A A3C é considerada a principal ferramenta operacional do chamado Escudo das Américas, a iniciativa liderada e estabelecida por Washington neste ano, à qual se uniram, além dos Estados Unidos, 17 países da América Latina e do Caribe para impulsionar a cooperação em segurança de fronteiras e a luta contra os cartéis de drogas.
No Panamá, Hegseth também tem previsto se reunir com altos funcionários da Colômbia, em um momento marcado pela posse do presidente Abelardo de la Espriella, que prometeu intensificar a ofensiva contra o narcotráfico e estreitar a cooperação com a Casa Branca. O secretário de Defesa também se reunirá com militares norte-americanos responsáveis pelo Curso de Operações na Selva, o exercício conjunto com forças panamenhas realizado várias vezes por ano na Base Aeronaval Cristóbal Colón, no território caribenho.
Para a Frenadeso, o governo submisso de Mulino coloca o país em risco ao servir de plataforma para esse tipo de treinamento, que, segundo as denúncias, poderia ser preparatório para ataques a nações vizinhas da região.
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