Sábado, Junho 27, 2026
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Itália com 17 cidades em alerta máximo devido a onda de calor

Roma, 25 jun (Prensa Latina) As autoridades sanitárias italianas decretaram alerta máximo em 17 cidades, face à intensa onda de calor que afeta o país, a qual, nos últimos dias, causou a morte de pelo menos cinco pessoas, segundo relatos divulgados hoje.

Uma notícia publicada no site do jornal Il Sole 24 Ore refere que, nesta quinta-feira, encontram-se na chamada zona vermelha as cidades de Ancona, Bolonha, Bolzano, Brescia, Florença, Frosinone, Milão, Perugia, Pescara, Rieti, Roma, Turim, Veneza, Verona, Viterbo, Latina e Bari.

Espera-se que esta onda de calor, a segunda do ano após a de finais de maio passado, atinja o seu pico em Itália entre este fim de semana e a próxima segunda-feira, segundo os especialistas, pelo que poderão ocorrer graves consequências neste país, onde, até à data, foram registadas pelo menos cinco mortes devido às altas temperaturas.

Entre as primeiras vítimas mortais encontra-se um homem de 57 anos, que faleceu ontem num campo na zona de Lodi, enquanto nesta quinta-feira foram registadas mais quatro mortes, incluindo um agricultor de 61 anos, que perdeu a vida enquanto trabalhava num vinhedo na zona de Piacenza.

Um homem de 56 anos faleceu repentinamente enquanto visitava o túmulo dos seus pais no cemitério de Garlasco, enquanto uma pessoa sem-abrigo foi encontrada morta numa praça de Nápoles e um trabalhador desmaiou sem vida enquanto trabalhava num sistema de abastecimento de água na região de Pádua.

Perante esta situação, desde segunda-feira, 22 de junho, foi ativada uma linha direta de atendimento ao público do Ministério da Saúde, em colaboração com o Instituto Nacional de Seguros contra Acidentes de Trabalho (INAL).

Através deste canal, são prestados aconselhamento e informações aos cidadãos, especialmente às pessoas mais vulneráveis e em risco, com o objetivo de mitigar os efeitos das ondas de calor na saúde.

Numa análise divulgada no site do Sistema Nacional de Proteção Ambiental (SNPA), salienta-se que as condições anticiclónicas persistentes, alimentadas por massas de ar quente de origem subtropical, estão a gerar instabilidade atmosférica, pouca ventilação e forte radiação.

As temperaturas na Itália estão, nestes dias, a ultrapassar largamente as médias climáticas do período, com anomalias positivas que ultrapassam os 6,0 graus Celsius em várias zonas.

Entre os principais problemas críticos associados a este fenómeno contam-se um elevado stress térmico da população, um maior consumo de água e energia, bem como condições favoráveis ao desenvolvimento de incêndios florestais.

Observa-se também um grave impacto nos ecossistemas, particularmente nas regiões alpinas e em áreas já afetadas pela escassez de água, bem como uma deterioração da qualidade do ar, com acumulação de ozono troposférico.

Prevê-se que esta segunda onda de calor da época, que teve início no dia 17 deste mês, persista até aos primeiros dias de julho e, se até lá as temperaturas se mantiverem nos níveis dos últimos cinco dias, este será o segundo mês de junho mais quente de que há registo, apenas atrás do recorde de 2003, acrescenta a fonte.

ro/ort/bm

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