Sexta-feira, Junho 26, 2026
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Economistas preveem desvalorização do peso dominicano de até 4%

Santo Domingo, 15 de maio (Prensa Latina) O peso dominicano poderá fechar 2026 com uma desvalorização de 3% a 4%, em meio ao conflito no Oriente Médio e à alta dos preços do petróleo, concordaram hoje economistas locais.

Bernardo Fuentes e Richard Medina reconheceram que existem riscos externos significativos, especialmente para uma economia importadora de petróleo como a da República Dominicana.

No entanto, eles afirmaram que o país ainda possui pontos fortes suficientes para evitar uma pressão cambial descontrolada, durante o fórum “Perspectivas Econômicas 2026: Recuperação do Crescimento em um Mundo em Desaceleração”, realizado no Hotel El Embajador.

Medina declarou que a República Dominicana entra neste cenário internacional com condições cambiais relativamente favoráveis.

“Os setores que geram divisas estão apresentando bom desempenho”, disse ele, observando que o turismo e outras receitas externas continuam a sustentar parte da estabilidade econômica local. No entanto, ele alertou que o conflito geopolítico pode gerar novas pressões caso se prolongue nos próximos meses, especialmente devido ao impacto do petróleo sobre a inflação, os subsídios e o crescimento econômico.

Por sua vez, Fuentes explicou que a valorização do peso dominicano em quase 6% nos primeiros meses de 2026 não é um fenômeno isolado.

Ele lembrou que, em anos anteriores, também houve um fortalecimento inicial seguido de desvalorização no segundo semestre.

Nesse sentido, considerou que o cenário mais provável continua sendo um ajuste moderado da taxa de câmbio no final do ano.

“Algumas das projeções econômicas anteriores não previam uma escalada geopolítica como a atual”, afirmou, referindo-se à crise ligada ao Irã e aos Estados Unidos e seu impacto nos mercados de energia. Durante o evento, também foi sugerido que parte da valorização do peso dominicano se deve à desvalorização global do dólar frente a outras moedas.

A este respeito, Fuentes afirmou que o debate sobre a taxa de câmbio não pode se limitar apenas à relação peso-dólar, mas também deve considerar o que está acontecendo com o dólar em relação ao resto do mundo, explicou.

Ambos concordaram que o Banco Central da República Dominicana mantém margem suficiente para intervir caso o mercado cambial enfrente períodos de maior volatilidade.

Segundo Fuentes, as reservas internacionais acumuladas pela autoridade monetária representam uma ferramenta fundamental para a preservação da estabilidade.

Ele também alertou que uma depreciação abrupta do peso teria efeitos diretos sobre a inflação e as finanças públicas, devido ao aumento do custo das importações e ao impacto sobre a dívida denominada em dólares.

Ambos argumentaram que a República Dominicana entra neste cenário com melhores defesas econômicas do que em crises anteriores, principalmente devido ao seu nível de reservas internacionais e à relativa estabilidade das entradas de moeda estrangeira, sustentadas por exportações, turismo, investimento estrangeiro direto e remessas.

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