Uma reportagem publicada no site do jornal Il Pescara indica que representantes dos grupos que patrocinam este projeto de apoio à nação caribenha participaram do evento, realizado ontem na sala de reuniões do governo local daquela cidade, localizada na região central de Abruzzo.
Esta iniciativa, que começou em setembro passado, conta com o apoio da Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (ANAIC), da Associação Nacional de Partisans Italianos (ANPI), da Confederação Geral dos Trabalhadores Italianos (CGIL) e da Associação Italiana de Promoção Social (ARCI).
O texto destaca que esse esforço está ganhando força em vista da crescente pressão do governo dos Estados Unidos, após a aprovação, em 29 de janeiro, pelo presidente Donald Trump, de uma ordem executiva destinada a intensificar ainda mais o bloqueio econômico, comercial e financeiro criminoso contra a ilha.
A campanha Energia para a Vida busca apoiar o sistema energético cubano, com foco especial na instalação e operação de painéis solares, ferramentas essenciais para garantir a continuidade dos serviços públicos, incluindo escolas, hospitais, centros culturais e locais de trabalho. Para tanto, estão sendo solicitadas doações dedutíveis de impostos, que podem ser depositadas na conta bancária da Nexus Emilia-Romagna ETS, IBAN: IT58D 05018 02400 000011318730.
Walter Massa, presidente nacional da ARCI, afirmou durante o evento que “não podemos aceitar que um povo seja oprimido por um bloqueio que impacta seu cotidiano há mais de sessenta anos”, acrescentando que “garantir energia significa garantir saúde, educação e direitos fundamentais”. Walter Rapattoni, secretário da seção local da ANAIC e membro da direção nacional da organização, afirmou que “com esta campanha, queremos contribuir concretamente para o fortalecimento do sistema elétrico e energético de Cuba, apoiando a compra de equipamentos e suportes para painéis solares”.
Alessandra Tersigni, líder da CGIL em Abruzzo, declarou que “como sindicato, sentimos a responsabilidade de apoiar os trabalhadores cubanos que enfrentam uma grave crise” e enfatizou a importância de “transformar a solidariedade política em ações concretas”.
Nicola Palombaro, representante da ANPI regional, também discursou, declarando que “a solidariedade entre os povos é um princípio que faz parte da nossa história antifascista”.
“Apoiar Cuba hoje significa defender o direito à autodeterminação e a dignidade de um povo que resiste em condições extremamente difíceis”, acrescentou Palombaro.
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