Não há nada a comentar aqui, tendo em conta que os detidos, cubanos que, com armas nas mãos, tentaram entrar na ilha, admitiram que a sua intenção era infiltrar-se com fins terroristas, de acordo com o comunicado de Havana”, disse à imprensa o porta-voz do Kremlin.
A esse respeito, ele especificou que, diante dos fatos, “os guardas de fronteira de Cuba fizeram o que tinham que fazer nessa situação”, insistiu.
Nesse contexto, Peskov enfatizou que é importante manter a moderação e evitar ações provocativas em relação à nação caribenha.
“No que diz respeito à segurança em torno da ilha, é muito importante que todos mantenham a moderação e não permitam nenhum tipo de ação provocadora”, observou Peskov, em alusão às tentativas orquestradas pelos Estados Unidos para desestabilizar o povo e o governo cubanos.
Diante desse cenário, o chefe do serviço de imprensa da Presidência do gigante eurasiano reconheceu que a situação em torno de Cuba “está se agravando”.
Anteriormente, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zajárova, afirmou que o incidente com a lancha foi provocado por Washington para agravar as tensões.
“Trata-se de uma provocação agressiva dos Estados Unidos, cujo objetivo é escalar a situação e detonar o conflito”, enfatizou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do gigante eurasiano. Na véspera, o Ministério do Interior de Cuba informou que uma embarcação com bandeira americana entrou em águas cubanas e abriu fogo.
Os guardas de fronteira cubanos responderam ao fogo, matando quatro pessoas a bordo da embarcação, na qual outras seis ficaram feridas.
De acordo com o Ministério do Interior, as 10 pessoas são cubanos residentes em território norte-americano; ao mesmo tempo, garantiu que os seis feridos já foram identificados, assim como um dos homens mortos.
O órgão confirmou que os detidos admitiram durante os interrogatórios preliminares sua intenção de se infiltrar na ilha caribenha com fins terroristas.
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