A informação provém do Indicador de Consumo divulgado pela Câmara Argentina de Comércio e Serviços (CAC), que reflete um recuo em setores-chave como “Lazer e cultura” e “Vestuário e calçados”.
O índice de “Transporte e veículos” apresentou uma relativa estagnação, com queda de 0,1%, enquanto o conjunto das demais divisões teve uma queda generalizada de 2,9% no primeiro mês de 2026.
Essa queda confirma que a recuperação da atividade econômica continua sem se consolidar e que a demanda interna continua mostrando sinais de fragilidade.
Reflete, além disso, um comportamento mais defensivo das famílias, que priorizam gastos essenciais e adiam consumos relacionados ao lazer ou à reposição de bens duráveis e semiduráveis. O único item com desempenho claramente positivo foi “Habitação, aluguéis e serviços públicos”, que cresceu 7,1% em relação ao ano anterior em janeiro e contribuiu com 1,2 pontos percentuais positivos, segundo o jornal Página12.
No entanto, trata-se de um componente com forte peso de tarifas e contratos indexados, mais ligado a ajustes de preços regulados do que a uma melhoria genuína do poder aquisitivo, explica o jornal.
Esse comportamento coincide com a queda do índice de confiança do consumidor, que caiu 4,7% em fevereiro, a maior queda em seis meses, o que é sinal de um clima econômico cauteloso por parte do público.
Essa deterioração foi sentida tanto nos níveis de renda altos quanto nos baixos, devido à inflação que vem crescendo.
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