Entre outras preocupações, o presidente expôs que o software atualmente utilizado para as votações é gerenciado por uma empresa chamada ASD, filial da multinacional britânica Thomas, Greg and Son, a mesma que há anos ganha a licitação para fazer os passaportes e realizar a contagem dos votos.
“Se os dados dos colombianos e colombianas forem gerenciados por quem gerencia as contagens eleitorais, se forem os mesmos, corremos um grande risco de fraude eleitoral”, afirmou.
Ele lembrou também que ainda não foi cumprida uma decisão da Câmara Plena do Conselho de Estado que ordenou à Organização Eleitoral “adquirir o software necessário para a contagem dos votos, ou seja, que o software deve ser adquirido pelo Estado para ser gerenciado pelo Estado”.
O governante destacou que em 2018 “foi cometida uma fraude eleitoral, especificamente no Senado da República” e questionou a falta de uma investigação sobre o assunto.
Em sua opinião, também devido a irregularidades no sistema, o Pacto Histórico perdeu cerca de 400 mil votos em 2022 que, segundo ele enfatizou, foram somados ao Partido da U.
Ele insistiu então neste ponto sobre “a importância de os partidos políticos terem 123 mil testemunhas eleitorais cada um”.
Petro garantiu que todas as informações por ele coletadas serão entregues à autoridade internacional competente, ao mesmo tempo em que ressaltou que é necessária maior transparência no manejo das informações eleitorais nas eleições deste ano.
O presidente da Colômbia vem manifestando há semanas sua preocupação com a preparação do atual período eleitoral, que inclui as eleições para o Congresso e as consultas interpartidárias, a serem realizadas no próximo dia 8 de março, bem como o primeiro turno das eleições presidenciais (31 de maio) e um eventual segundo turno, em 21 de junho.
Suas preocupações mais recentes foram divulgadas durante a apresentação oficial do novo modelo de passaporte colombiano.
Ele precisou que os novos documentos refletem “o compromisso com a soberania digital do país por meio da administração e proteção direta dos dados dos cidadãos, garantindo que essas informações estratégicas permaneçam sob o controle do Estado e sem intermediários”.
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