Na reunião realizada na sede da entidade multilateral, a diplomata forneceu detalhes sobre o impacto da ordem executiva assinada em 29 de janeiro pelo presidente Donald Trump, na qual declarou Cuba “uma ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos e advertiu que imporia tarifas aos países que vendessem ou fornecessem petróleo a Cuba.
Herrera classificou como um ato brutal de agressão a escalada da hostilidade de Washington e lembrou que a nação antilhana enfrenta há mais de 65 anos um bloqueio econômico, comercial e financeiro, política que contraria o Direito Internacional, a Carta da ONU e os valores que regem o trabalho da UNESCO.
“Com essa decisão, o governo dos Estados Unidos pretende, por meio de ameaças e coerção contra países terceiros, reforçar as medidas de asfixia econômica impostas desde o primeiro mandato de Trump”, destacou.
A embaixadora cubana insistiu na reunião que é Washington, com sua cruzada, que ameaça à paz e o multilateralismo e desafia a soberania dos Estados com o alcance extraterritorial de seu bloqueio.
Em seus argumentos, ela explicou a El-Enany os danos que a política recrudescida causa na vida cotidiana dos habitantes da ilha, particularmente em setores sensíveis como saúde e educação.
A esse respeito, ela afirmou ao seu interlocutor que Cuba resiste e adota medidas para enfrentar e mitigar as consequências da escalada da agressividade que representa um cerco petrolífero.
Ele também destacou a importância da solidariedade e do apoio internacional no atual cenário de pressão brutal contra o pequeno país.
Por sua vez, o diretor-geral da Unesco reconheceu as consequências do contexto vigente para a educação, a saúde, a cultura e a ciência, áreas de competência do órgão multilateral, do qual Cuba é membro desde 29 de agosto de 1947.
El-Enany destacou os laços entre a ilha e a organização especializada das Nações Unidas, bem como o trabalho do Escritório Regional com sede em Havana.
Da mesma forma, ele ratificou sua vontade de estreitar os laços e a cooperação com o país caribenho.
Esta semana, Cuba, na voz da diplomata Laura Álvarez, denunciou perante a UNESCO o recrudescimento do bloqueio norte-americano, ao intervir na abertura da 19ª Sessão do Comitê Intergovernamental encarregado de abordar a Convenção de 2005 para a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais.
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