O novo governo do presidente Nasry Asfura, do Partido Nacional (PN), de direita, anunciou na última sexta-feira que manteria a isenção de multas para migrantes que entram no país irregularmente.
Durante todo o seu mandato (2022-2026), que terminou em 27 de janeiro, o governo progressista de Castro aplicou essa isenção para migrantes indocumentados, dispensando a multa de US$ 260 por entrada sem documentos.
O benefício expirou com o fim do mandato do partido de esquerda Liberdade e Refundação, mas foi prorrogado por 60 dias enquanto o Congresso Nacional ratificava um novo decreto, finalizado nesta quarta-feira.
A autorização permite que cidadãos de diversas nacionalidades transitem por Honduras por cinco dias.
No entanto, a grande maioria dos migrantes em trânsito utiliza menos tempo do que o permitido, pois seu objetivo não é permanecer neste país centro-americano.
Apesar da isenção da multa administrativa, válida até 31 de dezembro de 2026, os migrantes devem se submeter ao registro biométrico e ao controle correspondentes ao entrarem no país, de acordo com a resolução legislativa.
Devido à sua localização geográfica, Honduras serve como corredor para milhares de migrantes indocumentados que alegam estar fugindo da pobreza, da violência e da falta de oportunidades em seus países e tentam chegar ao México ou aos Estados Unidos.
A rota também é utilizada no sentido inverso por pessoas que retornam aos seus países de origem, fugindo das políticas anti-imigração draconianas impostas desde 2025 pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
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