Em declarações à Venezolana de Televisión, no aniversário de um mês da agressão e sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores pelos EUA, a presidente revisou os eventos de janeiro.
Ela reconheceu que historicamente existem “muitos laços entre os Estados Unidos e a Venezuela, desde o início de nossas relações diplomáticas e internacionais”.
Esses laços, observou, tiveram seus altos e baixos, e lembrou que, desde as primeiras horas da agressão em 3 de janeiro, disse que “este ataque constitui uma mancha em nossas relações”.
Segundo a presidente, ambas as nações devem “trabalhar diligentemente e respeitosamente” para superar suas diferenças.
Ela observou que as instituições da Venezuela agiram desde o início, com o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ordenando que ela, como vice-presidente executiva, assumisse o cargo de presidente interina.
Rodríguez afirmou que, desde então, vem construindo espaços para o diálogo, aludindo ao Programa de Convivência Democrática e Paz e à ativação do diálogo político liderado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
Ela também mencionou a ativação da comissão para o sistema judiciário do país e a apresentação ao STJ de uma proposta de Lei de Anistia Geral, que visa facilitar o desenvolvimento de uma política nacional durante este período de violência extremista.
A presidente expressou que a política na Venezuela “deve ser nacionalizada”, conduzida por venezuelanos e “deve ser com P maiúsculo”.
A este respeito, ela comentou que muito poucos venezuelanos aplaudiram a agressão militar externa contra o país a partir de uma posição extremista, e que esses indivíduos não compreendem o povo venezuelano nem captam os verdadeiros anseios da maioria.
O povo quer preservar sua soberania, independência e, acima de tudo, manter a paz e a tranquilidade, reafirmou ela.
Ela enfatizou que o extremismo foi “completamente isolado” da vida nacional e teve uma oportunidade, mas deixou bem claro que é preciso entender que “deve haver respeito às leis da República Bolivariana”.
Questionada sobre a situação atual no país, Rodríguez afirmou que está calma e pacífica, mas há um clamor nacional pela libertação de Nicolás Maduro e Cilia Flores, sequestrados em 3 de janeiro.
Ela afirmou que a Venezuela está trilhando seu próprio caminho rumo ao desenvolvimento econômico e ao bem-estar social, “na busca de construir um futuro de esperança para nossas crianças e jovens”.
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