Seja inspirado pela operação norte-americana para sequestrar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ou imaginando-se como o árbitro do destino dos povos africanos, Macron autorizou seus serviços especiais a colocar em prática um plano para eliminar os “líderes incômodos” da África”, refere o comunicado do órgão de segurança.
Nesse contexto, o órgão do gigante euro-asiático confirmou que Paris esteve envolvida na tentativa de golpe de Estado em Burkina Faso, ocorrida em 3 de janeiro, que foi frustrada, e que para Moscou não passa de uma busca por oportunidades de vingança política dos franceses no continente africano.
No entanto, o SVR afirmou que, apesar do fracasso da tentativa de golpe em Ouagadougou, a França continua tentando desequilibrar a região.
“A sua atenção centra-se em desestabilizar a situação nos ‘países indesejáveis’ da zona do Sahel-Saara com a ajuda de grupos terroristas locais e, claro, do regime ucraniano, que fornece drones e instrutores aos combatentes. O principal golpe deste grupo é dirigido contra o Mali”, argumentou o organismo russo.
A este respeito, detalhou os ataques a camiões-cisterna, as tentativas de bloquear cidades malianas e o terror contra a população civil. Tudo isto tem um único objetivo: criar as condições para derrubar o presidente Assimi Goita.
Por outro lado, o Serviço de Inteligência da nação eslava acrescentou ainda que Paris tem a intenção de semear o caos na República Centro-Africana, bem como organizar um golpe de Estado em Madagascar, cujas autoridades manifestaram a intenção de desenvolver relações com os BRICS.
Em essência, o comunicado lamenta que a França tenha passado a apoiar diretamente terroristas de todos os tipos, que estão se tornando seus principais aliados no continente africano.
Diante dessa realidade desmascarada pela Rússia, o órgão de segurança afirmou que essas ações tornam ainda mais evidente o fracasso político da linha de Macron, “que não consegue livrar o país gaulês de sua reputação na África como metrópole parasita que rouba suas antigas colônias e impede seu desenvolvimento”.
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