Terça-feira, Maio 19, 2026
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Rússia denuncia intenções de Macron de desestabilizar a África

Moscou, 2 fev (Prensa Latina) O Serviço de Inteligência Exterior da Rússia (SVR, na sigla em russo) denunciou hoje os planos orquestrados pelo presidente francês Emmanuel Macron para eliminar os “líderes incômodos” da África.

Seja inspirado pela operação norte-americana para sequestrar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ou imaginando-se como o árbitro do destino dos povos africanos, Macron autorizou seus serviços especiais a colocar em prática um plano para eliminar os “líderes incômodos” da África”, refere o comunicado do órgão de segurança.

Nesse contexto, o órgão do gigante euro-asiático confirmou que Paris esteve envolvida na tentativa de golpe de Estado em Burkina Faso, ocorrida em 3 de janeiro, que foi frustrada, e que para Moscou não passa de uma busca por oportunidades de vingança política dos franceses no continente africano.

No entanto, o SVR afirmou que, apesar do fracasso da tentativa de golpe em Ouagadougou, a França continua tentando desequilibrar a região.

“A sua atenção centra-se em desestabilizar a situação nos ‘países indesejáveis’ da zona do Sahel-Saara com a ajuda de grupos terroristas locais e, claro, do regime ucraniano, que fornece drones e instrutores aos combatentes. O principal golpe deste grupo é dirigido contra o Mali”, argumentou o organismo russo.

A este respeito, detalhou os ataques a camiões-cisterna, as tentativas de bloquear cidades malianas e o terror contra a população civil. Tudo isto tem um único objetivo: criar as condições para derrubar o presidente Assimi Goita.

Por outro lado, o Serviço de Inteligência da nação eslava acrescentou ainda que Paris tem a intenção de semear o caos na República Centro-Africana, bem como organizar um golpe de Estado em Madagascar, cujas autoridades manifestaram a intenção de desenvolver relações com os BRICS.

Em essência, o comunicado lamenta que a França tenha passado a apoiar diretamente terroristas de todos os tipos, que estão se tornando seus principais aliados no continente africano.

Diante dessa realidade desmascarada pela Rússia, o órgão de segurança afirmou que essas ações tornam ainda mais evidente o fracasso político da linha de Macron, “que não consegue livrar o país gaulês de sua reputação na África como metrópole parasita que rouba suas antigas colônias e impede seu desenvolvimento”.

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