“Trata-se de uma das maiores escaladas agressivas contra a Revolução em seus já 67 anos de luta e vitória”, afirma o comunicado entregue à Prensa Latina em relação às represálias ordenadas na semana que acabou de terminar pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Essas organizações sustentam no texto que os cubanos, sob a direção de seu Partido e seu Governo, se preparam hoje para enfrentar com a guerra de todo o povo qualquer adversidade, incluindo uma ação armada.
“Exortamos todos os movimentos progressistas e da esquerda revolucionária em todo o mundo a unirem suas vozes e condenarem essas ações do governo dos Estados Unidos contra Cuba, o Caribe e a América Latina”, conclui o documento.
Por sua vez, a Internacional Antifascista Capítulo Bolívia denunciou em outro comunicado a “intensificação da escalada agressiva dos Estados Unidos contra Cuba”.
O documento afirma que se trata de “um ato que constitui uma violação flagrante da soberania, dos direitos humanos e da legalidade internacional”.
Considera que a recente decisão da Casa Branca de sancionar os países que fornecem petróleo e outros recursos essenciais à ilha representa um ato de coerção sem precedentes, destinado a impor sua pretensa qualidade de gendarme e dono do subcontinente.
Dessa forma, acrescenta, tenta-se prolongar um bloqueio econômico, comercial e financeiro que, por mais de seis décadas, tem gerado fome, carências e sofrimento entre a população cubana.
“Hoje, além disso, utiliza todos os mecanismos da inteligência artificial e das redes para dissuadir, intimidar e confundir a população caribenha, a fim de obter adesão e justificar todo tipo de agressão, tal como fez na Venezuela”, afirma o texto.
Os antifascistas rejeitam “qualquer tentativa de impor sanções extraterritoriais, pressionar terceiros Estados ou distorcer a realidade de Cuba para justificar políticas de dominação e controle”. O documento alerta que a atual escalada representa um perigo ainda maior, que não só limita o acesso a combustíveis e suprimentos essenciais, mas também tenta isolar internacionalmente a maior das Antilhas por meio de ameaças e sanções àqueles que se solidarizam com ela.
“Convocamos os movimentos populares, as organizações de direitos humanos e os governos soberanos da região, bem como o povo em geral, a denunciar coletivamente essas políticas agressivas e a garantir que a história não repita seu capítulo de coerção e subjugação. Hoje em Cuba, amanhã pode ser na Bolívia”, conclui o documento.
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