O dirigente sindical é presidente da Confederação Latino-Americana e Caribenha de Trabalhadores Estatais (CLATE), que foi convidada a participar entre referências políticas, sociais e do movimento sindical de mais de 20 países da região, aos quais se juntaram representantes dos Estados Unidos, França, Espanha e Reino Unido.
A iniciativa foi convocada com urgência diante da paralisia de organismos internacionais como a ONU, a Celac e a Unasur diante da agressão de Washington contra a Venezuela, do sequestro de seu presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a deputada Cilia Flores, e das ameaças intimidadoras contra Cuba e outras interferências em países da região.
Foi um bom espaço para continuar avançando, sobretudo no reconhecimento de visões e origens diversas, mas com a coincidência de uma forte rejeição à agressão norte-americana, descreveu Fuentes em entrevista à Prensa Latina.
Prevaleceu, acrescentou, uma forte condição anti-imperialista e, particularmente, uma forte convicção democrática, que é o que nos uniu.
A Cúpula foi uma reação acertada para começar a coordenar cada vez mais e melhor as ações de diversas organizações internacionais e nacionais, a fim de sermos mais eficazes na hora de protestar contra as injustiças.
Os participantes reunidos no Palácio de San Carlos, nos dias 24 e 25 de janeiro passado, concordaram que, diante dos “grandes perigos, forjaremos um futuro para as Américas que promova a unidade, a soberania e a paz acima do medo, da violência e da dominação estrangeira”, enfatizam na declaração final.
O que enfrentamos hoje, opinou o presidente da CLATE, “é uma batalha de ideias, que não é com mísseis, nem com tecnologia de destruição, mas muito pelo contrário, com ideias”.
Por isso, é necessário construir com ideias, em consenso, a fim de edificar uma sociedade de paz.
Como um dos principais resultados, ele indicou que “o encontro nos permitiu construir um diagnóstico comum e também compartilhar opiniões, estudos e pesquisas que nos permitem trabalhar na conscientização de nossas bases e populações sobre os problemas que nos afetam”.
Por exemplo, a violência racista e xenófoba contra os imigrantes que se vê hoje nos Estados Unidos, cujo presidente “é um provocador, promove guerras, confrontos, invade soberanias; sua constante ameaça aos governos que não se subordinam a ele; o bloqueio a Cuba e a ameaça permanente ao povo cubano”, relacionou.
O líder sindical advertiu que, em todas as regiões do mundo, Donald Trump está gerando conflitos e guerras e, além disso, propondo a teoria do inimigo interno em seu próprio país.
Essa análise foi uma das questões mais importantes, assim como o acordo de realizar em Havana a próxima Cúpula Nossa América, “em clara defesa do processo cubano e da soberania de seu povo de escolher seu próprio destino”.
O que os cubanos estão realizando hoje “é uma das resistências mais importantes da história da humanidade”, afirmou.
Fuentes afirmou que, para a CLATE, que reúne uma centena de sindicatos da região, “foi uma grande oportunidade para compartilhar as opiniões e posições dos trabalhadores do setor público em defesa de nossos Estados, da soberania, da democracia e da justiça social”.
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