Intitulada “Streets of Minneapolis”, a música ataca diretamente o presidente Donald Trump, o Departamento de Segurança Interna (DHS) e sua secretária, Kristi Noem, o ICE e o assessor da Casa Branca, Stephen Miller.
“Escrevi esta música no sábado, gravei ontem e estou lançando hoje (quarta-feira) em resposta ao terrorismo de Estado que está sendo praticado na cidade de Minneapolis”, disse a lenda do rock em uma publicação no Instagram.
Impactado por semanas de protestos em Minneapolis devido à política de imigração agressiva de Trump, o cantor, compositor e guitarrista afirmou que sua música é dedicada ao povo daquela cidade, “aos nossos vizinhos imigrantes inocentes e em memória de Alex Pretti e Renee Good”.
Pretti, morto a tiros no último sábado, e Good, em 7 de janeiro, tornaram-se símbolos que levam os americanos a refletir sobre a agenda de imigração de Trump.
A enérgica canção “Streets of Minneapolis”, com uma sonoridade que remete ao Nebraska, começa apenas com Springsteen e instrumentação minimalista, enquanto ele canta com raiva: “Através do gelo e do frio do inverno / Pela Avenida Nicollet / Uma cidade em chamas lutou contra o fogo e o gelo / Sob as botas de um ocupante.”
Em outros trechos, a música inclui versos como: “O exército particular do Rei Trump, o Departamento de Segurança Interna / Com armas escondidas em seus casacos / Veio a Minneapolis para fazer cumprir a lei / Ou assim dizem.”
Também é possível ouvir que “Os capangas federais de Trump o socaram no rosto e no peito, então ouvimos os tiros e Alex Pretti jazia morto na neve.”
Springsteen, de 76 anos, apelidado de “The Boss”, elogiou a corajosa resistência dos moradores de Minneapolis contra agentes mascarados do ICE e outros membros da Patrulha da Fronteira.
O lendário artista é um crítico de Trump. Em maio do ano passado, ele afirmou que os Estados Unidos estavam “atualmente nas mãos de uma administração corrupta, incompetente e traidora”.
“Coisas muito estranhas, bizarras e perigosas estão acontecendo. Na América, estão perseguindo pessoas por exercerem seu direito à liberdade de expressão e expressarem dissidência”, disse ele na ocasião.
Pouco antes da eleição de novembro de 2024, Springsteen se referiu a Trump como “o candidato presidencial mais perigoso” e apoiou a candidata democrata, a então vice-presidente Kamala Harris.
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