O mundo deve assumir suas responsabilidades legais, políticas e morais para deter as violações israelenses contra os territórios ocupados, afirmou o político ao discursar na Assembleia Parlamentar Asiática em Manama, Bahrein.
Citado pela agência oficial de notícias palestina, o líder instou a comunidade internacional a pressionar esse país para obrigá-lo a retirar suas tropas da Faixa de Gaza, após dois anos de agressão contínua.
Fattouh denunciou “todas as formas de ataques e punições coletivas contra o povo palestino”.
O sofrimento dos nossos compatriotas, especialmente na Faixa de Gaza, constitui um crime político, afirmou, após condenar os contínuos assassinatos, destruição, cerco e ataques sistemáticos contra civis e infraestruturas.
Ele também rejeitou a escalada de incursões na Cisjordânia ocupada e a colonização judaica desse território, o que, segundo ele, representa uma violação flagrante do direito internacional.
A esse respeito, ele considerou que a crise em Gaza é resultado direto da ocupação israelense e da ausência de uma pressão internacional séria sobre o governo de Benjamin Netanyahu.
Sobre a criação de um comitê de tecnocratas palestinos para governar a Faixa em substituição ao Hamas, Fattouh assegurou que se trata de uma medida temporária como parte dos esforços para “melhorar as condições de vida e facilitar a prestação de serviços básicos”.
De forma alguma isso constitui uma alternativa à Autoridade Nacional Palestina ou ao papel de sua liderança, enfatizou.
Gaza é parte integrante do território do Estado da Palestina, portanto, qualquer acordo administrativo ou humanitário lá deve ser coerente com essa unidade, afirmou.
lam/rob/bm





