Lemos muitas mensagens a esse respeito. É uma informação preocupante. Sabemos que nossos camaradas cubanos estão decididos a defender seus interesses, a defender sua independência”, comentou o porta-voz do Kremlin à imprensa.
As declarações de Peskov têm como base a publicação do jornal Político sobre os planos de Washington de bloquear o acesso aos hidrocarbonetos por parte das autoridades da nação caribenha.
Nesse sentido, o chefe do serviço de imprensa da presidência russa foi enfático ao afirmar que “também valorizamos muito nossas relações bilaterais especiais com Cuba”.
A mídia norte-americana informou na última sexta-feira, citando fontes governamentais, que o governo do presidente Donald Trump está preparando um bloqueio total às importações de petróleo da Maior das Antilhas.
Na véspera, o vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, classificou essa pretensão como um ataque brutal contra uma nação pacífica que não representa nenhuma ameaça aos Estados Unidos.
Nesse sentido, o diplomata condenou que tais medidas são a prova irrefutável de que as carências econômicas enfrentadas pelo povo cubano são principalmente provocadas e planejadas a partir de Washington.
O vice-ministro antilhano lembrou que figuras como Marco Rubio e John Bolton, em 2019, instaram Trump a ordenar um bloqueio semelhante, ação então freada por agências de segurança nacional que consideraram irresponsável e perigoso esse curso de confronto injustificável.
A nova retórica para sufocar Cuba, patrocinada pelo inquilino da Casa Branca e sua elite, segue a política semelhante aplicada na Venezuela, onde, no último dia 3 de janeiro, as forças americanas realizaram um ataque militar em grande escala e sequestraram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores.
Após esses acontecimentos, várias nações em todo o mundo, entre elas a Rússia, condenaram as ações dos Estados Unidos na região latino-americana.
A esse respeito, Moscou repudiou o ataque e afirmou que Caracas, assim como qualquer outro território, deve ter o direito de decidir seu destino sem qualquer tipo de intervenção estrangeira.
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