Por Carmen Esquivel
A brigada, coordenada por Cindy Álvarez, montou um posto de saúde no bairro chinês de Lirquén, no município de Penco, uma das áreas mais afetadas pelos incêndios, com 80% das casas destruídas.
“Oferecemos consultas, mas além disso, nós da ELAM vamos até as áreas onde as pessoas que tiveram suas casas queimadas estão presas e não conseguem sair porque precisam limpar e remover os escombros”, disse o Dr. Mario Gómez Mannarelli à Prensa Latina.
Ele explicou que primeiro avaliam o número de crianças e adultos, se têm alguma doença crônica e se sua saúde está comprometida. Com base nessa avaliação, fornecem os remédios necessários.
“É assim que sempre agimos diante de desastres. É o que aprendemos em Cuba”, disse ele.
Os incêndios florestais deixaram um saldo preliminar de 21 mortos, mais de 2.000 casas destruídas e 20.000 pessoas desabrigadas.
“À noite, vamos aos abrigos onde as pessoas vêm dormir e sempre há necessidades. Há muitos casos de ansiedade pós-traumática porque perderam tudo”, explicou o médico.
Os médicos, que fazem parte da ONG de desenvolvimento ELAM-Chile, viajaram para Biobío por conta própria e levaram seus medicamentos.
“Somos o exército de jalecos brancos e nos apresentamos como médicos formados em Cuba, pela ELAM e pela Brigada Henry Reeve”, concluiu.
Equipes da Corporação Florestal Nacional, bombeiros voluntários e forças de segurança, apoiados por máquinas pesadas e aeronaves, estão trabalhando para controlar as chamas, em uma área onde também estão presentes brigadas do México e do Uruguai.
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