Texto e fotos: Diony Sanabia
Maduro e a primeira-dama foram sequestrados em 3 de janeiro em um ataque contra Caracas e outros territórios do país sul-americano, ordenado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, lembraram e criticaram os presentes no Teatro dos Banqueiros.
Esta iniciativa, parte de um amplo movimento global convocado na capital venezuelana, reuniu jornalistas e membros do Partido dos Trabalhadores, do Partido Comunista do Brasil, da Internacional Antifascista e da Brigada pela Paz na América Latina e no Caribe.
Segundo a Prensa Latina, este Comitê, apesar das diversas opiniões de seus membros iniciais, visa fortalecer a solidariedade entre os povos do Brasil e promover de forma mais eficaz a causa venezuelana.
Diversos oradores, como Pedro Batista e Flávia Rodrigues, que descreveram algumas ações já realizadas em apoio à libertação de Maduro e Flores, enfatizaram a importância de consolidar a unidade entre as várias organizações.
Em um contexto regional marcado pela ascensão de narrativas criminalizantes e pressões externas, insistiram que somente a ação coletiva pode combater eficazmente as campanhas de desinformação e o isolamento político. “Seria muito importante tentarmos fazer algo que envolva as pessoas mais publicamente. Talvez muitas pessoas não concordem de início, mas o simples fato de ouvir cria uma impressão duradoura e deixa uma pergunta em suas mentes”, disse o jornalista Adelino Alves.
Ele também ressaltou a necessidade de ir além da propaganda e focar na mobilização de ações, como, por exemplo, realizar manifestações em frente à Embaixada dos EUA em Brasília. Por sua vez, o venezuelano Freddy Meregote defendeu enfaticamente a realidade política de seu país natal, que, segundo ele, “está em paz” e é governado pelas forças bolivarianas, com Delcy Rodríguez como presidente interina.
Maduro, destacou Meregote, é um verdadeiro líder, não um ditador como alegam nossos oponentes, e nutre um profundo amor pelo povo, cuja maioria o apoia.
Os Estados Unidos e Trump não estão interessados na democracia venezuelana; o que eles realmente querem é petróleo, concluiu.
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