Paloma Griffero, da Rede em Defesa da Humanidade, pediu o fortalecimento da união, a criação de espaços para o diálogo e o compartilhamento da necessidade de construir um mundo melhor.
“Precisamos nos conscientizar mais politicamente, para entender que na raiz dos nossos problemas está a divisão de classes”, afirmou.
Por sua vez, Tania Tellería, presidente do grupo Raízes Cubanas, leu uma declaração unindo-se à exigência da libertação do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, vítimas de um sequestro que viola flagrantemente o direito internacional.
No texto, a associação de cubanos residentes no Chile prestou homenagem aos 32 combatentes que deram a vida no cumprimento de seu dever internacionalista de “proteger não apenas o presidente da Venezuela, mas a própria Venezuela”.
O advogado José Peralta, membro do Partido Trabalhista, ofereceu uma análise detalhada das violações do direito internacional perpetradas por Donald Trump ao ordenar o sequestro do presidente Maduro e de sua esposa.
Desde esse ato, afirmou, muitos acreditam que a ordem jurídica internacional desapareceu, assim como o conceito de igualdade soberana dos Estados, e questionou a existência, nos Estados Unidos, de um tribunal com competência legal para julgar um líder estrangeiro.
Com o denominador comum do apelo à paz e à unidade entre todas as forças progressistas e de esquerda, representantes do Partido Comunista do Chile, da Central Única dos Trabalhadores e de outras organizações trabalhistas do país participaram do debate.
O trovador Francisco “Pancho” Villa animou a plateia e também participou do debate, onde abordou a vitória da extrema-direita nas recentes eleições chilenas e a responsabilidade da esquerda por esse fracasso.
Há muito tempo, disse ele, estamos perdendo terreno até quase chegarmos ao fundo do poço, e se não formos capazes de reagir e ressurgir, o que estamos começando a vivenciar só vai piorar.
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