Em particular, fizeram referência à escalada da violência armada na província de Kivu do Sul, especialmente no território de Fizi, onde os enfrentamentos que começaram no final de dezembro de 2025 levaram a um aumento drástico no número de feridos por arma de fogo.
O CICV enviou uma equipe cirúrgica de emergência para apoiar o Hospital Geral de Referência de Fizi, que precisou viajar seis dias para chegar lá partindo de Uvira, quando poderia ter feito a viagem de barco em três horas.
O chefe da delegação do CICV na RDC, François Moreillon, afirmou que esse tipo de situação coloca vidas em risco, atrasando assistência médica crucial para muitos feridos.
Isso também dificulta a transferência dos feridos das áreas de combate para instalações de saúde adequadas, já que as equipes da Cruz Vermelha demoram várias horas para chegar, muitas vezes agravando o estado dos pacientes.
O CICV lembrou a todas as partes envolvidas no conflito suas obrigações perante o direito internacional humanitário, que incluem facilitar o acesso a cuidados médicos para os feridos e doentes, autorizar sua evacuação, inclusive daqueles do lado oposto, garantir o acesso a instalações de saúde e permitir a passagem de suprimentos médicos essenciais.
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