Uma reportagem publicada no site do jornal Corriere della Sera indica que a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, poderá comparecer à cerimônia em Davos, na Suíça, onde a criação desse mecanismo será formalizada, mas apenas como observadora, devido às questões legais que impedem a adesão do país.
O Artigo 11 da Constituição italiana estabelece que a Itália só pode participar de organizações internacionais voltadas para a paz “em igualdade de condições com outros Estados”, mas este conselho será “uma espécie de Nações Unidas privada com uma taxa de adesão de um bilhão de dólares”, liderado por Washington, observa a reportagem.
Além disso, em uma reunião entre Meloni e os vice-primeiros-ministros Antonio Tajani e Matteo Salvini, que também contou com a presença do ministro da Defesa Guido Crosetto, foi considerada a impossibilidade de ratificação deste tratado internacional pelo Parlamento por meio de legislação ordinária, devido a restrições de tempo.
Giuseppe Provenzano, deputado do Partido Democrático, da oposição, declarou à imprensa que, por “razões de decência”, a Itália deveria se recusar a participar do chamado Conselho de Paz de Gaza, que Trump pretende presidir e cuja criação formal está marcada para 22 de janeiro, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.
“Em vez de um instrumento para alcançar uma paz verdadeiramente duradoura, que responda à solução política de dois povos e dois Estados, este fórum parece ser um elemento da estratégia de Trump para desmantelar a ordem global e o multilateralismo fundados nas Nações Unidas”, afirmou o parlamentar.
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