Em um relatório, a organização israelense pela paz detalhou que, durante esses 12 meses, o Conselho Superior de Planejamento da Administração Civil (uma instituição subordinada ao Exército) deu sinal verde para a construção de 28.163 unidades, um número recorde sem precedentes para um único ano.
Mais de 750.000 colonos israelenses vivem neste território palestino, incluindo cerca de 250.000 em Jerusalém ocupada, de acordo com dados oficiais, apesar da condenação internacional.
No mês passado, o presidente do Conselho Nacional, Rouhi Fattouh, condenou a decisão do governo israelense de construir cerca de 3.600 casas na região por meio de um novo projeto.
Ele afirmou que a medida aprovada pelo Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, representa um ato extremamente perigoso e uma violação flagrante do direito internacional.
A iniciativa não é uma medida de desenvolvimento urbano, como Israel tenta apresentar, mas sim uma ferramenta política coercitiva destinada a redesenhar o mapa palestino e impor realidades irreversíveis que rompem a comunicação regional na Cisjordânia, denunciou.
Fattouh alertou que se trata de uma campanha de limpeza étnica por meio do deslocamento forçado de palestinos e uma tentativa de apagar sua identidade nacional naquele território.
Por sua vez, o especialista Firas al-Qawasmi alertou que Israel está desenvolvendo um plano para remodelar a geografia e a demografia da Cisjordânia, separando os assentamentos palestinos em mais de 200 áreas isoladas e sem contiguidade.
Nesse sentido, ele alertou para uma aceleração sem precedentes de projetos expansionistas na região, o que praticamente destruiria a possibilidade de se estabelecer um Estado palestino contíguo e viável.
Al-Qawasmi explicou que essas políticas se baseiam em um projeto duplo que envolve a separação do norte da Cisjordânia do sul, bem como o isolamento completo de Jerusalém Oriental de seu entorno palestino por meio da construção de uma cadeia de assentamentos judaicos.
mem/rob / fav





