Terça-feira, Maio 19, 2026
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IA e Fotos de Satélite Revelam Explosão Global de Painéis Solares

Havana, 1 de jan (Prensa Latina) Os painéis solares agora cobrem 14.500 km² em todo o mundo, triplicando a capacidade instalada desde 2017, de acordo com dados revelados por mapeamento com imagens de satélite e ferramentas de Inteligência Artificial (IA).

Essa contagem atualizada foi compilada pela Global Renewables Watch (GRW) usando algoritmos de aprendizado de máquina para mapear a extensão dos painéis solares na superfície da Terra.

O mapeamento permite a detecção altamente precisa e de alta resolução da cobertura global de painéis solares a partir do espaço.

Estima-se que essas instalações totalizem mais de 2,2 terawatts de energia em todo o mundo e agora cubram uma área equivalente ao tamanho da Irlanda do Norte, estendendo-se do Deserto do Atacama ao Planalto Tibetano.

De acordo com a última previsão de médio prazo da Agência Internacional de Energia (IEA), a capacidade global de geração de eletricidade renovável deverá dobrar até 2030.

Até esse ano, a IEA estima que a capacidade global de energia renovável aumentará aproximadamente na mesma proporção da capacidade total de geração de energia combinada da China, da União Europeia e do Japão.

A IEA prevê que a energia renovável dominará o crescimento das energias renováveis até o final do período de cinco anos, permanecendo a opção mais rentável para nova geração na maioria dos países.

O resultado da contagem realizada pela GRW é um mapa global que abrange desde grandes parques solares em desertos até instalações espalhadas por áreas urbanas e rurais, conforme relatado pelo Gizmodo.

Essa metodologia inovadora facilita a visualização clara de quanta energia solar está instalada e quanto espaço físico ela realmente ocupa em todo o mundo.

A China lidera nesse quesito, seguida pelos Estados Unidos e pela Índia. De forma geral, a AIE prevê que a energia solar fotovoltaica representará cerca de 80% do aumento global da capacidade de energia renovável nos próximos cinco anos, impulsionada por custos mais baixos e processos de licenciamento mais rápidos, seguida por energia eólica, hidrelétrica, bioenergia e geotérmica.

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