Como é tradição, os cubanos se despedem do ano com jantares em família, apresentações musicais, fogos de artifício e a queima simbólica de efígies representando os doze meses que se encerram.
Em meio a essas celebrações, uma mensagem de resistência e esperança esteve presente, em consonância com as palavras do presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, proferidas dias antes perante a Assembleia Nacional do Poder Popular.
Em seu discurso, o presidente enfatizou a complexidade do cenário econômico e social que o país enfrenta, que descreveu como uma crise estrutural, resultado de distorções internas, erros acumulados e um ambiente internacional cada vez mais hostil.
Ele denunciou a intensificação do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos e a inclusão de Cuba em listas unilaterais, ao mesmo tempo que condenou a política externa de Washington, que classificou como imperialista e agressiva, e a relacionou à impunidade por crimes internacionais como o genocídio contra o povo palestino.
O chefe de Estado delineou um plano de ação focado na estabilização macroeconômica, na correção de distorções e no aumento da produção, com ênfase na produção de alimentos, na eficiência energética e na autonomia das empresas estatais socialistas.
Em seu discurso, o presidente instou ao combate à burocracia, à indolência e à corrupção, e à transformação não apenas das estruturas, mas também das mentalidades, tendo a disciplina, o controle e a criatividade como pilares da mudança.
Nesse contexto, a nação caribenha comemorará oficialmente o ano de 2026 como o centenário do Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz com a determinação — segundo o próprio Díaz-Canel — de “transformar cada dificuldade em oportunidade, cada ameaça em motivo de união e cada problema em solução, convicto de que a vontade do povo cubano é invencível”.
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