Ao prestar juramento como presidente de transição, Jerí prometeu uma gestão “de empatia e reconciliação nacional e de ampla base”, em uma situação que descreveu como “de crise política constante, governos que não terminam seu mandato, instituições enfraquecidas e uma cidadania cansada”.
Ele anunciou medidas imediatas contra “o mal que nos aflige”, a insegurança cidadã, e apontou como inimigos as organizações criminosas que devem ser derrotadas.
Jerí afirmou que o país conta com a Polícia Nacional e as Forças Armadas para essa guerra e que é necessário o compromisso de todas as instituições do Estado para vencer o combate ao crime.
Ele também saudou os jovens do movimento Geração Z, que realizam marchas antigovernamentais exigindo mudanças “com justo direito”.
Jerí não assumiu imediatamente o cargo de presidente, porque o congressista Quito pediu a censura da mesa diretiva que o eleito presidia, para mudar seus membros e eleger uma nova por consenso, porque as bancadas majoritárias precisam de atenção às suas demandas.
A maioria de direita que decidiu pela eleição de Jerí como presidente do Congresso rejeitou a moção de Quito, após o que o novo governante pôde tomar posse.
O atual presidente de transição chegou ao Congresso nas eleições gerais de 2021 como suplente do ex-presidente Martín Vizcarra, cujo cargo assumiu devido à anulação de sua eleição por acusações de corrupção.
Por outro lado, a presidente cessante lançou uma mensagem ao país através da televisão estatal e expressou o seu descontentamento com a sua destituição, que, segundo ela, não cumpriu o devido processo legal. Tendo em conta que já não era presidente, a transmissão foi interrompida.
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