Após a renúncia do primeiro-ministro KP Sharma Oli para tentar acalmar a crise, o país entrou em caos com assaltos a casas de funcionários, como a da chanceler Arzu Rana Deuba, que, junto com seu marido, o ex-primeiro-ministro Bahadur Deuba, foi violentamente agredida por uma multidão.
Entre os inúmeros incidentes relatados, soube-se que a esposa do ex-primeiro-ministro do Nepal, Jhalanath Khanal, morreu devido a queimaduras, depois que sua casa foi incendiada em Katmandu.
Além disso, diante da inércia das forças de segurança, o edifício do Parlamento foi reduzido a cinzas, assim como a residência oficial de Oli e de outras figuras políticas, bem como a sede dos ministérios e escritórios do governo.
Poucas horas antes, KP Sharma Oli havia anunciado sua renúncia com efeito imediato para avançar em direção a uma solução política para os problemas.
Após a notícia, altos comandantes das forças de segurança e do exército do país apelaram às partes envolvidas para que agissem com moderação e encontrassem uma solução por meio do diálogo político.
“Após a aceitação da renúncia do ilustre primeiro-ministro, exortamos sinceramente todos os cidadãos a agirem com moderação para evitar mais perdas de vidas e bens nesta situação crítica”, afirmaram em comunicado.
Por outro lado, o prefeito da Cidade Metropolitana de Katmandu, Balen Sah, convocou os manifestantes a cessarem a violência e o vandalismo e a protegerem a propriedade pública, mas sem qualquer efeito.
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