Em julho passado, as RSF, lideradas pelo General Moham Hamdan Dagalo, anunciaram a formação de um gabinete rival ao Conselho Soberano de Transição (CTS), presidido pelo General Abdel Fattah al-Burhan, reconhecido como legal pela comunidade internacional.
Os 15 membros, cinco permanentes e 10 rotativos, concordaram que a existência do governo das RSF serviria apenas para agravar ainda mais a guerra civil que devasta o Sudão há mais de dois anos e dificultaria ainda mais a possibilidade de uma solução negociada para o conflito.
O Conselho Presidencial, reunido pela RSF com o próprio General Hamdan como presidente, foi natimorto, pois na semana passada a União Africana solicitou aos seus membros e à comunidade internacional que negassem seu reconhecimento.
A RSF e a CST lideram a guerra civil sudanesa, que causou a maior crise de refugiados da história, deslocou 14 milhões de pessoas, causou mais de 24 mil mortes e devastou este país do nordeste da África.
O sofrimento dos sudaneses se agravou desde julho passado, com um surto de cólera que já ceifou 2 mil 300 vidas, além de quase 9 mil infectados e cerca de 2 mil 400 suspeitos de estarem infectados.
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