Terça-feira, Maio 19, 2026
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Condenação unânime na Palestina contra plano de Israel de ocupar Gaza

Ramallah, 8 ago (Prensa Latina) O governo palestino, os partidos políticos e a sociedade em geral condenaram veementemente hoje a decisão de Israel de reocupar Gaza como parte de sua estratégia de guerra naquele território, que está sob ataque desde outubro de 2023. Após tomar conhecimento da notícia, o presidente palestino Mahmoud Abbas conversou na sexta-feira sobre o assunto com seu homólogo egípcio, Abdel Fattah El-Sisi, e com o rei Abdullah II da Jordânia, informou a agência de notícias oficial Wafa.

Durante sua conversa telefônica com o monarca, Abbas agradeceu a Amã por seu apoio à causa palestina e sua oposição às tentativas israelenses de deslocar os habitantes de Gaza.

O presidente alertou sobre a gravidade da decisão tomada ontem pelo gabinete de segurança israelense, que considerou mais um crime cometido nos territórios ocupados.

De acordo com a Wafa, Abbas expressou opiniões semelhantes durante a conversa com El-Sisi.

Nesse sentido, ele enfatizou a importância de permitir que o governo palestino assuma suas plenas responsabilidades na Faixa, ao mesmo tempo em que pedia uma trégua imediata, uma troca de prisioneiros e a retirada do exército israelense.

Por sua vez, o chefe do Conselho Nacional Palestino, Rawhi Fattouh, denunciou o projeto promovido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que começará na Cidade de Gaza, localizada ao norte do enclave costeiro.

A medida representa uma declaração explícita do início de um plano de deslocamento forçado e massacres, alertou Fattouh em um comunicado.

Gaza é parte integrante dos territórios palestinos; nenhuma autoridade, soberania ou tutela pode ser imposta sobre o território, exceto por nossas instituições legítimas, enfatizou.

O Movimento de Libertação Nacional Palestina (Fatah), no poder, fez uma declaração semelhante.

O grupo fundado por Yasser Arafat criticou a proposta militar e afirmou que tais ações apenas geram destruição e sofrimento, sem trazer paz ou segurança a Israel.

A ocupação não é a solução, mas sim a raiz do problema, afirmou o partido.

Enquanto isso, o Movimento de Resistência Islâmica classificou o plano como um crime de guerra.

A decisão é uma continuação da política de genocídio, deslocamento forçado e práticas brutais que equivalem à limpeza étnica contra nosso povo, afirmou.

Diante dessa situação, o Representante Permanente da Palestina na Liga Árabe, Muhannad Al-Aklouk, anunciou que havia solicitado uma reunião de emergência da organização para tratar do assunto.

Oficialmente, Israel se retirou daquele território em 2005, como parte do chamado Plano de Desengajamento do então Primeiro-Ministro Ariel Sharon, que evacuou os 21 assentamentos judaicos ali estabelecidos, embora o Exército tenha continuado seus ataques sistemáticos.

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