A governadora Jennifer González havia dado um ultimato de 24 horas à New Fortress Energy no dia anterior para entregar o combustível necessário para abastecer as unidades de ciclo combinado 5 e 6 da usina de San Juan, da Autoridade de Energia Elétrica de Porto Rico (PREPA), de propriedade do governo.
A governadora confirmou a entrada da embarcação na Baía de San Juan com um vídeo em suas redes sociais, gravado em La Fortaleza, sede do poder executivo.
“Sempre estarei à frente e defenderei com firmeza os melhores interesses e o bem-estar do povo de Porto Rico; não aceitaremos chantagem ou pressão de nenhum contratante; exigiremos o cumprimento dos contratos”, disse.
A barcaça Energos Princess, que transporta gás natural para a usina PREPA, iniciou sua manobra na madrugada de terça-feira para entrar no porto da capital.
O Czar da Energia de Porto Rico, Josué Colón, declarou em carta à empresa americana que a retirada da embarcação na última quarta-feira viola o contrato com a PREPA.
O acordo para fornecer gás natural liquefeito às unidades de emergência expirou à meia-noite de sábado, segundo o jornal El Nuevo Día, embora o contrato para fornecer combustível às unidades 5 e 6 da usina de San Juan se estenda até 2026.
Colon descreveu as ações da controladora da GeneraPR, uma das gestoras do sistema elétrico desta ilha caribenha, juntamente com a LUMA Energy, como imprudentes.
A crise com a New Fortress Energy surgiu quando o governo González foi forçado pelo Conselho de Supervisão Fiscal a cancelar um contrato de US$ 20 bilhões por 15 anos.
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